
E aê felicidade, que dia você vai me pertencer? Que dia vou poder te acolher em meus braços, te agarrando com minhas mãos geladas pela falta do calor que conseguia absorver através do amor, e agarraria intensamente, para que não escapasse de meus braços novamente. Porém nem mesmo o amor se encontra aqui comigo. Ao meu lado está a solidão. A solidão, a mesma que eu tranquei dentro de um baú juntamente com as lembranças do passado. Com o intenso desejo de que dali elas nunca viessem a sair. Então, o cadeado se quebrou. Estabelecendo uma forma de que tudo viesse afetar minha vida no momento. Necessito de uma saída. E então sofrimento, quando você vai embora? Não, não seja eterno. Apenas desejo isto. As pessoas são fortes. Mas há um limite. E acredito que estou chegando ao meu limite. Quero deixar todas lembranças presas no passado. Quero desvendar os segredos do meu futuro. E quero amenizar esta dor que me impede de viver o presente.
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